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Adenoma pleomórfico intra-ósseo, ou tendo origem em glândulas sero-mucosas do seio maxilar, cavidade nasal ou ducto naso-lacrimal?



Click to learn more...Antonio Schütz

Dentista, Farmacêutico, Mestre em Patologia Bucal (UFRJ), Doutor em Patologia Bucal (FOB/USP), Ex-aluno do Instituto Goethe (Alemanha), Ex-Servidor Público Federal.

José Bonifácio, 2598/103/102, Santa Maria, RS, Brasil, Cep: 97015-450  

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Artigo discutidos

Aver-De-Araujo LM, Chaves-Tarquinio SB, Neuzling-Gomes AP, Etges A.

Intraosseous pleomorphic adenoma: case report and review of the literature.
Med Oral. 2002 May-Jun;7(3):164-70. Review. English, Spanish.
PMID: 11984497

[PubMed - indexed for MEDLINE]


Ao ler o artigo publicado pelas “meninas” da porca Disciplina de Patologia Bucal da Faculdade de Odontologia de Pelotas (UFPel), passei a compreender o “estranho” resultado do concurso público para docente, prestado naquela faculdade em 1997; quando, tão-somente, em respeito ao dinheiro público gasto com a minha formação acadêmica, tentei solucionar o problema criado pelo fraudulento processo administrativo  arquitetado pela porca administração central da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), cabide de emprego da porca ditadura militar, de porcos docentes e ex-docentes dessa universidade, bem como de funcionários do alto-escalão administrativo e da comunidade “sionista” da cidade de Santa Maria (centro de colonização judaica); na época, tendo como reitor o porco Odilon Marcuzzo do Canto, e na vice, um docente da  faculdade de administração da UFSM (não me lembro do nome do porco), disputando a reitoria e tendo como vice, o, igualmente, porco, Paulo Burmann, recém-egresso do curso de doutoramento da FO/USP, que, temendo o meu retorno com doutorado da FOB/USP, bem como pelo fato de ter titulação e currículo acadêmico bastante superior à maioria do porco grupo de docentes da Faculdade de Odontologia da UFSM, por ele liderado na época, arquitetaram um fraudulento processo administrativo, encabeçado pelo procurador, professor e juiz aposentado, porco Lugo (da mamata do porco curso de direito da porca UFSM), que conjuntamente com o parecer de dois outros juízes  (Hermes e Joane Unfer) do porco Judiciário Federal da Cidade de Santa Maria, RS, Br. (aquele filho de ex-docentes e essa parente de porca professora da porca faculdade de odontologia da porca UFSM, atualmente em Santo Ângelo, aspirantes ao cargo de professor dessa porca universidade) conseguiu afastar-me do porco serviço público brasileiro e impedir o meu retorno por meio de tutela antecipada.

Nesse país porco, concede-se liminares em mandado segurança para ladrões, bandidos, corruptos, tarados e estrupadores, e até mesmo para assassinos e traficantes. Para mim, demitido por abandono de cargo - por ter cursado doutorado na FOB/USP -, a porca justiça federal da cidade de Santa Maria, RS, BR (Juízes HERMES e UNFER), por meio da politiqueira influência do porco juiz aposentado, Lugo, e da porca família Mariano da Rocha (atual detentora do poder acadêmico na porca UFSM), utilizando-se do porco procurador e professor Eduardo Rocha (membro da mamata da porca faculdade de direito da UFSM e amigo particular do JF HERMES), negou a tutela antecipada, impedindo, para minha sorte, a reintegração a essa porca instituição (UFSM). [É possível que os porcos juízes da justiça federal da cidade de Santa Maria me considerem pior que essa gente; ou talvez, porque não tenho dinheiro para pagar a propina ou o salário de professor pago pela porca UFSM, que transformou o curso de direito em um cabide de empregos do judiciário da cidade de Santa Maria, RS, Br.].

Bem! Mas, seguindo os conselhos das "freirinhas" da UNIFRA (Centro Universitário Franciscano de Santa Maria), não devemos alimentar o ódio no coração - por enquanto, vamos seguir o seu conselho e aguardar a formação do corpo docente da ingênua faculdade de odontologia, que começou a funcionar. Contudo, confesso que não tenho simpatia por sua atual coordenadora; além de ser porca e mentirosa, em mais de 30 anos como docente da UFSM, nada publicou em conceituados periódicos internacionais.

A atual coordenação da odonto da UNIFRA tem a cara da porca e corporativa Faculdade de Odontolgia da UFSM.

Agora, é a minha vez de deixar um conselho para as "freirinhas" da UNIFRA: "mudem a cara da coordenação da odonto"; senão a porquice será igual à da porca mamata da odonto da UFSM. Ela é da família da LURDONA da porca Disciplina de Patologia da UFPel.

Mas, voltando ao porco concurso da FO/UFPel: para terem certeza que não seria aprovado com o primeiro lugar, as porcas de Pelotas (na época tendo também como reitora uma porca dentista, com pós-doutorado na Espanha) constituíram a banca examinadora com uma "dona de butique", afastada por quase 30 anos da docência e recém-ingressa na porca faculdade de odontologia da UFSM, por meio de um concurso fraudulemnto manipulado por seu marido, tendo na banca examinadora que a aprovou ex-colegas do grupo que integrava e liderava, o porco professor aposentado da UFSM, Mário Achutti (também com pós-doutoramento na Espanha); com quem não compactuava com a “mamata” implantada por seu grupo e do cunhado do atual Ministro das porcas Relações Institucionais (que usou sua influência política para prejudicar a minha carreira acadêmica) do LULA, na Faculdade de Odontologia, empregando parentes, filhos de docentes e de ex-docentes bem como de seus amigos (dentre os quais, como o professor Burmann foi empregado em detrimento de candidatos com maior titulação) naquela faculdade - época em que o BANANA do ex-reitor TABAJARA GAÚCHO DA COSTA (também dentista) exerceu a reitoria, ampliando a "mamata" na porca faculdade de odontologia da UFSM.

Mas a “porquice” não acabou aí. Mais ou menos na metade da prova escrita, uma das autoras desse entusiástico artigo (não sei o seu nome), ex-aluna da FO/USP, e aprovada com o primeiro lugar no concurso em que participei (isto tenho certeza), consultou irregularmente material bibliográfico durante aquela prova. Como percebi que a “candidata” não estava muito à vontade com a minha presença às suas costas, de onde visualizava o ato ilícito que praticava, concluí, antecipadamente e propositadamente, a minha prova escrita, em 30 minutos, possibilitando maior tranqüilidade para a candidata continuar realizando o ato, confirmado por mim durante a leitura de sua prova escrita, em que copiou até mesmo as vírgulas.

Mas a "porquice" ainda não havia acabado. A porca professora Lenita percebeu que a candidata estava consultando irregularmente e fingiu que não a viu. Acabado o concurso, ou melhor dizendo a porquice, dei uma “gargalhada”, por terem aprovado uma "coladora" em primeiro lugar, e também para que as porcas escutassem e soubessem que não me haviam engado - naquele momento, decidi seguir a carreira de “garção” no exterior, afastando-me dos fraudulentos concursos públicos para docente das universidades públicas brasileitas por quase 10 anos. 

Mas, isso é passado vamos a análise do trabalho das porcas meninas da disciplina de patologia bucal da UFPel (evidentemente, excluindo as duas autoras que não conheço).

Certa feita analisando um caso de fibroma colagenoso extra-ósseo oral1 publicado pelo grupo de professores do Curso de Doutorado em Patologia Bucal da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), escrevi: "para considerarmos a existência de uma lesão rara, é necessário antes estabelecer critérios de exclusão, excluindo as lesões apresentando quadro microscópico semelhante e que são mais freqüentes".

Nesse caso1, os critérios de exclusão do fibroma traumático, tanto na microscopia óptica, em hematoxilina e eosina (H&E), como na imunohistoquímica não haviam sido bem estabelecidos.

Recentemente, deparei-me com um outro caso de hiperplasia fibrosa inflamatória causada por prótese mal adaptada2, ou de fibroma traumático, também reportado pelo grupo de professores de pós-graduação em patologia bucal da FOUSP, como sendo de fibroma colagenoso extra-ósseo oral.

O triste nesse outro caso, não é o fato de ser ou não o fibroma colagenoso extra-ósseo oral, mas o dinheiro gasto inultilmente, em imunohistoquímica, na tentativa de confirmá-lo.

Os dois casos publicados pelos professores do Curso de Doutorado em Patologia Bucal da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) são fibromas traumáticos ou hiperplasias fibrosas inflamatórias, com predomínio do componente colagênico.

É mais ou menos como os japoneses e chineses, todos apresentam a mesma cara, porém com algumas diferenças. É o mesmo caso da hiperplasia fibrosa inflamatória (fibroma traumático - japonês/fibroma colagenoso extra-ósseo oral - chinês). São simples variantes da mesma lesão reacional, e não lesões distintas; particularmente quando associados a eventos traumáticos, ou localizadas em áreas de impacção, tal como nos dois casos publicados pelo grupo da FOUSP.

Como nos casos dos fibromas colagenosos extra-ósseos, publicados por minha ex-concorrente, e, que, para mina sorte, logrou a vaga de professora de Patologia na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no caso publicado pela "coladora" - aprovada com o primeiro lugar -, e a professora Lenita, a  possível origem intra-óssea do adenoma pleomórfico também não está bem defenida, pois a provável origem em células sero-mucosas do seio maxilar, cavidade nasal ou ducto naso-lacrimal não foram devidamente consideradas e excluídas.

Somente 5 casos de adenomas pleomórficos intra-ósseos estão indexados no http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez ; destes, 3 são malignos. Contudo, quando analisamos a possibilidade da origem a partir de glândulas sero-mucosas de revestimento do seio maxilar, da cavidade nasal ou do ducto naso-lacrimal - como indica interpretação radiográfica apresentada pelas autoras -, o número de trabalhos publicados aumenta, sugerindo a maior probabilidade para essas origens.

   Fig.1                                                                        Fig. 2    

 

 Fig. 3                                                                Fig. 4

F

   

 

 Fig. 5                                                               Fig. 6                                                    

 

Fig. 7                                                                 Fig. 8

 

Figs. 1, 2, 3, 4 e 5, 6, 7 e 8: regiões ampliadas do texto original.

Causou-me estranheza, ter sido priorizada a origem a partir de tecido glandular ectópico intra-ósseo, quando é por demais conhecido o fato de que glândulas sero-mucosas podem ser encontradas associadas ao revestimento epitelial colunar pseudoestratificado do ducto nasolacrimal, cuja abertura pode ser identificada, radiograficamente, como radioluscência oval em região de molares (fig. 9)

Fig. 9: mucosa de revestimento do ducto naso-lacrimal apresentando tecido glandular

Outrossim, tanto na mucosa de revestimento da cavidade nasal quanto do seio maxilar também podem ser observadas a presença de glândulas mucosas. Isso explica-se pelo fato do seio maxilar desenvolver-se de uma invaginação da membrana mucosa da cavidade nasal. Além do que, comunica-se com essa cavidade mediante uma abertura de 3 a 6 mm de diâmetro.

Outrossim, os dois critérios para considerar a lesão como intra-óssea são irrelevantes, considerando que adenomas pleomórficos originados na mucosa de revestimento do seio maxilar ou da cavidade nasal ou do ducto naso-lacrimal podem causar osteólise.

Parece-me que pode ter originado-se dessas localizações, causando discreta reabsorção óssea, por compressão (fig. 5, 6 e 7). Sob a minha óptica tanto o seio maxilar quanto o palato duro apresentam áreas descontínuidade (fig. 5, 6, 7 e 8), mesmo considerando a originalidade e a alegoria pelotence de apresentar uma visão lateral oblíqua para evidenciar lesão em região de palato duro-seio maxilar-ducto naso-lacrimal (fig. 5).

Uma radiografia oclusal teria sido de maior valia, uma vez que melhor demonstraria a integridade, ou não, das paredes anterior, medial e lateral do seio maxilar; além de proporcionar a análise em três dimensões da região anatômica envolvida (fig. 6, 7 e 8).

Vale relembrar que há reportados cerca de 155 tumores originados em glândulas sero-mucosas de revestimento sino-nasal. Tais tumores são mais freqüentes em mulheres, tal como no caso reportado por Aver e cols. (2001).

A microscopia também é compatível com os tumores originados nessas localizações, considerando a presença de células neoplásicas ovais dispostas em cordões ou formando estruturas acinares (figs. 10 e 11). O estroma de tecido conjuntivo pode ser mixóide (fig.12), condróide ou colagenoso. Também pode ser encontrada metaplasia escamosa e raras mitoses, tal como mostra as fotomicrografias extraídas do caso reportado por Aver e cols. (2001), além de ter sido reportado a presença de áreas sólidas, também uma característica dos tumores originados em glândulas sero-mucosas de revestimento sino-nasal.

 

   Fig. 10                  Fig. 11                       Fig. 12

Portanto, o trabalho da professora Lenita e colaboradoras não me convenceu da origem intra-óssea, em glândulas salivares ectópicas. Bem! Mas isso não faz muita diferença, pois o trabalho foi publicado como tal. Quem quiser que acredite. Eu, particularmente, não acredito nessa origem.

Discordo de que a lesão esteja toda envolta por cortical íntegra. Mesmo que estivesse, quando da remoção cirúrgica, certamente em seu estágio inicial havia solução de contigüidade, possivelmente, com o seio maxilar; cujo adenoma, dependendo da direção de sua expansão, posteriormente, poderia, ou não, ter sofrido neoformação óssea nesse local, sem significar com isso que tenha originado-se em tecido glandular ectópico aprisionado no interior do tecido ósseo. Em outras palavras, expandiu-se de forma bastante semelhante a uma lesão cística (residual, primordial ou traumático). 

Além do que, vale lembrar que a presença de um cisto mucoso benigno em seio maxilar está associado em cerca de 70% dos casos a evento traumático, cirurgia ou tratamento dentário prévio, causando solução de contigüidade com o seio maxilar, por erosão ou destruição de suas paredes. Isso é particularmente relevante nos casos de patologia periapical seguida de extração dentária, considerando que a paciente com apenas 31 anos era portadora de prótese total maxilar.

Assim sendo, levantamos a teoria do tumor ter se originado em glândulas sero-mucosas, oriundas de parede de seio maxilar, ou de sua extensão, contíguas ao tecido ósseo e alterados por processo inflamatório decorrente de trauma, cirurgia ou tratamento dental prévios, associado a cisto mucoso benigno do seio maxilar, cujas células neoplásicas proliferaram em tecido ósseo inflamado; evidentemente, não descartando a possível origem em glândulas sero-mucosas da mucosa de revestimento nasal e do ducto naso-lacrimal.

Bem! Mas isso é coisa para discutirmos após uma ou duas garrafas de cerveja, ou após dois ou três copos de vinho. É o tipo da cultura inútil, porém necessária. Em termos práticos: se as meninas da UFPel estiverem corretas  é o primeiro, segundo ou terceiro caso (?) de adenoma pleomórfico intra-ósseo. Se a minha ilação estiver correta, o caso das meninas de Pelotas, soma-se aos aproximadamente 160 casos já publicados, não ofuscando o brilho do reporto, que continua igualmente raro, considerando que a associação de adenoma pleomórfico e cisto mucoso, tendo origem em glândulas sero-mucosas da mucosa de revestimento do seio maxilar, é rara (existem dois ou três casos publicados). É só isso.

Confesso que não teria coragem de publicar o adenoma pleomórfico como tendo origem em tecido glandular ectópico intra-ósseo. Como diria o professor Mário Quintana: "um erro em bronze é um erro eterno", cujo pensamento complemento e adapto, para os colegas do exterior (particularmente os espanhóis) não pensarem mal de todos os docentes-patologistas orais brasileiros: "E um erro no papel e na "internet" é igualmente eterno e cruel". Daí a tentativa de correção. Não me levem a mal.

 (o texto continua)

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1. MESQUITA, R. A. et al. Collagenous fibroma (desmoplastic fibroblastoma) of the palate: a case report. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod, v. 91, p. 80-4, 2001.[[Medline]

2. dia Cazal, DDS, MDSI; Adriana Etges, DDS, PhDII; Fernanda Campos Sousa de Almeida, DDS, MDSI; Suzana C. Orsini Machado de Souza, DDS, PhDIII; Fábio Daumas Nunes, DDS, PhDIII; Vera Cavalcanti de Araújo, DDS, PhDIVJ. J. Bras. Patol. Med. Lab. v.41 n.3  Rio de Janeiro jun. 2005